terça-feira, 11 de novembro de 2014

"Se não tiver história, não tem graça..."

         Outro dia, eu me peguei rindo sozinha de uma daquelas situações que gente nunca esquece. Na verdade, tem tanto tempo que isso aconteceu que é raro lembrar disso. Mas antes de rir sozinha, eu ri bastante do acontecido com uma prima minha (mas não a que faz parte da história). 
Bem vou logo contar o motivo do meu divertimento.  E peço desculpa se pra você, por acaso, não tiver muita graça.
Tudo aconteceu numa tarde de Julho (eu acho) na roça do meu avô. Eu estava no meu quarto como alguns sabem. Me lembro que havia pouco tempo que tinham trocado o piso da casa e minha tia com todo o seu cuidado, tinha uma boa preocupação: deixar o chão brilhando para manter sua conservação. 
Então tiveram uma ótima ideia: encontrar uma cera para pisos em Torreões.
No mesmo dia, mais tarde, minha prima ao passar pela copa presenciou o teste da cera em questão e fez a pergunta: "- Olha mãe, você achou a cera? " 
Ao que minha tia respondeu: "- Achei no Carrapato (apelido indesejado do dono de um armazém localizado em  Torreões onde não se encontrava o essencial e sim o que menos se esperava)" 
Minha prima então fez a pergunta que imediatamente aumentou meu interesse no assunto: "Lá tinha?!?" 
Na mesma hora, toda a minha atenção estava na resposta que viria, se seria como eu previa ou se haveria uma segunda opção. Foi então que minha tia respondeu com toda a seriedade do mundo: " Não. Garrafa." (rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs) Queria poder descrever minhas gargalhadas aqui. Foi como eu previa.
Me levantei e interrompi o diálogo. Encontrei minha prima rindo e minha tia meio sem entender qual era a graça, mas depois riu muito disso também. 
Peço desculpa às "personagens" se não foi bem assim, mas é essa a lembrança que eu tenho.
Até hoje damos muitas gargalhadas disso.
E ainda bem que quem ainda não conhece, pode estar rindo agora. Tomara!!!
Me lembro de contar e recontar isso pra várias pessoas e ficar impressionada com o fato de não ter sido esquecida e com o quanto essa história ficou famosa. 
Talvez você não entenda o motivo, mas resumindo numa frase do meu avô: "Tudo na roça vira história...se não tiver história, não tem graça." O pior é que é cada uma melhor que a outra.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Coisas de Infância

          Quem não tem uma lembrança de infância? Uma história, uma travessura....eu tenho várias, mas tem um objeto que me traz não só   uma lembrança, mas várias sensações. E o pior é não sei bem o motivo. Esse  objeto é um quadro. Pra falar a verdade, o quadro da foto.  Ele fica na parede da sala da casa da minha avó. Daí já começa a importância, porque "casa de Vó" é um mundo mágico pra qualquer criança.


Mas voltando ao quadro, eu não sei descrever essas sensações. Quando eu era criança, me lembro de sentir um pouco de medo e atração pelo mistério que existia ali. Quais mistérios?  O que mais mexia comigo era não ver o caminho da porteira até a casinha do outro lado do rio. Ficava imaginando se seria longo ou curto; se havia um lobo como na história de Chapeuzinho Vermelho; e imaginava ainda se a moça teria que dar a volta todas as vezes que quisesse conversar com o moço. Porque não fizeram uma ponte? 

Quando cresci um pouco, comecei a romantizar a cena, pensava no casal da porteira como namorados e me preocupava com o fato de que se estivessem se encontrando as escondidas, alguém poderia facilmente pegá-los no flagra. Mas entre todas essas imaginações, a que me deixava mais triste, era pensar que ela (a moça) vivia sozinha naquela casa tão aconchegante. Eu queria muito poder morar lá.
Hoje olhando pro  mesmo quadro,  todas essas sensações se alternam dentro de mim, e me resta a certeza de que seria muito bom se pudesse desvendar todos esses mistérios e viver todas as fantasias. Acho que a vida deve ser bem mais tranquila dentro de um quadro...

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Indo ao cinema...

Fiz um esforço enorme hoje para sair de casa e fazer algo que nunca havia feito antes: ir ao cinema sozinha. Mas a pergunta é: Porquê eu tinha que fazer isso? Eu acho que no fundo eu estou tentando ficar sozinha, fazer o que me der na telha. E aqui estou eu, literalmente SOZINHA na sala do cinema. E o mais engraçado é que isso gera uma expectativa estranha...será que não vem mais ninguém? Quem sabe um moço lindo (e solteiro) ou uma senhora simpática. Faltam 15min. Será que terei uma sessão de cinema só pra mim? Seria uma bela maneira de aprender a ficar sozinha de verdade.
15/09/2014